quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Simpatia Parece, Mas Não é Amor!


É quase, mas não é amor. E a distância que separa as dois sentimentos é considerável. Como também o é, a distância entre amizade e amor, encantamento e amor, e principalmente sexo e amor. Ai,ai Celeste Rosa, você tem quinze anos? Nunca é tarde para aprender. Amor tem admiração, tem amizade, (e graças á Deus) tem sexo (ou pelo menos era para ter). Mas tudo junto, ao mesmo tempo. Há relações que somente comportam sexo, como a do Clinton com a estagiária; outras somente amizade, como a minha e  o Diamantino, e há, claro, aquelas pautadas na admiração, como a da Dilma pelo Lula, ou seria pelo FHC ?
Lembrando que  estas  regras, vez ou outra, serão quebradas, principalmente quando em um dos lados, houver uma mulher muito bonita. Mulheres muito bonitas sempre quebram todas as regras.  Não é  que eu queira entrar numa discussão Viniciana sobre beleza e mulheres, mas vamos combinar que tenho conhecimento para tocar no assunto. Além do mais, minoria pode falar de minoria. Preto pode falar de raça, gordo pode falar de obesidade. Quem fala de sangue e não está sagrando é impostor.  E eu, sem ser impostora poderia  falar sobre tudo isto, mas não agora, o assunto agora é outro.  A questão é a Simpatia. na verdade a questão é quase o amor.

Não que eu mesma não tenha passado por um vexamezinho ao confudir  o tema, mas  tenho um caso, bem melhor, de uma amiga, para contar aqui. De verdade, juro que é de uma amiga. Faz  uns vinte anos. Ela  estava com dezesseis anos,  e  trabalhava com um cara de uns trinta, o cara, inteligentissímo, muito bacana e essencialmente gentil (Foi o que ela me contou). E embora morassem bem distante um do outro ele a  deixava em casa toda noite, saíam juntos, trabalhavam juntos de seis ás dez, momentos em que também conversavam  muito. Um belo dia ela resolver se abrir com  uma bosta de uma menina que também trabalhava lá. Disse a ela que gostava dele e tal, que ele era sempre muito simpático e que ela achava que era amor da parte  dele e blá, blá. A menina, mui amiga, contou para ele. Na mesma noite, ao fim da  carona, ele com muito jeitinho lhe lascou um fora. Educadíssimo, mas um fora. Antes mesmo que ela abrisse a boca para dizer qualquer coisa, já estava entendido que era tudo simpatia.

Outra amiga  também viveu algo parecido com  seu, também, colega de trabalho. Ela diz que  demorou  uns três meses para se apaixonar por ele, e afirma,  que qualquer um  que os vissem, teriam certeza que ele era apaixonado por ela. Mas não era. Ela nunca soube o que era aquilo que os  ligava. Simpatia? Admiração? Encantamento? Amizade ? Amigos ainda são, embora tenha uma data que   não façam  contato um com outro. Esta amiga, mais calejada que a outra, nunca teve coragem de se abrir com  ninguém,muito menos com a própria  vítima. A agonia durou dois  bons e longos anos. Dois bons e longos anos de cinemas, viagens, cafés e músicas. E claro muita simpatia, mas nem um teco, de amor.

Era  tudo simpatia, nada era  amor.

A fórmula é sempre a mesma, muitos segredinhos, uns tantos nhé, nhé, nhé, cuidados, elogios. Em alguns casos rola  até  ciúmes. Rola simpatia, mas não passa disso. Não é começo de nada, não vai evoluir. Nada. Vá explicar para o incosciente? As duas devem jurar  até hoje que era amor de ambas as partes, e que o cara ficou tímido para se manifestar. Conversa! Era apenas simpatia, e não é quase amor. É apenas simpatia. É apenas simpatia. É apenas simpatia. É apenas simpatia.

Mulherada, estejam atentas. Se forem tratadas com simpatia, vejam bem, é somente simpatia e  não adianta ficar dando empurrãozinho, mandando email, msn , escrevendo post em blogs e coisa e tal. Simpatia é simpatia, e tá longe de ser quase, de ser amor.

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